Friday, September 15, 2006

Poema empoeirado

Um poema véio, um poema empoeirado meu que tirei da gaveta... Reescrevi-o, modifiquei-o agora:


Singular


Causas do dia,
rabo do dia,
parto da noite.


Em você quero me fiar
e tecer o que de fêmea existe
debaixo das axilas,
por entre as coxas e a virilha.


O corpo é como um baú fechado
e quando penso em você
abrem-se
as
asas
como da parição,
mãe cujo ventre bipartido
deu à Terra novo animal.


O kháos é sua qualidade eminente.


Eu na verdade só entendo mesmo é da partição
que emana da tua trigonometria vital:
a divisão dos pães foi lançada.
Sente-se à mesa e lambuze a boca
do farelo e das maçãs.


Tua unidade é o que de melhor existe
e eu me fragmento em mil
quando teu cheiro me invade
e me (re)cria
uma.


1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

FELIZ CUMPLEANOS LINDAAAAAA !!!!
TE QUIERO MUCHO !! NO ESCRIBISTE NADA EN TU BLOG PARA TU CUMPLE...QUE TE REGALEN MUCHOS CARINOS Y AMOR.
BESOS !!!

MARIEL

6:54 PM  

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